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A publicidade tradicional morreu?

Desde que a internet ganhou força e notoriedade ao redor do mundo, estratégias de Marketing e ações de Publicidade têm se voltado fortemente a campanhas virtuais. Mecanismos de busca, redes sociais, anúncios digitais, e-mail marketing: todos se voltam a uma nova forma de fazer divulgação, comunicação e venda. Mas, apesar desse crescimento, é possível afirmar que a publicidade tradicional morreu?

De acordo com o estudo Digital 2022: Global Overview Report, publicado pelo Datareportal, a quantidade de usuários na internet se aproxima de 5 bilhões em 2022 — o que poderia indicar a “vitória” da publicidade digital. No entanto, quando falamos de publicidade, o conceito de público-alvo é fundamental. E é ele quem responde à pergunta do título.

Para cada produto ou serviço existe um público-alvo específico, com perfil estimado e características próprias. Dentro desse perfil incluímos os melhores canais, meios e veículos para divulgar o que desejamos. E é aí que entra a publicidade tradicional! Para determinados públicos, o formato tradicional não só está vivo, como também  pode ser a melhor resposta.

Vamos entender melhor esse debate? Continue a leitura para conhecer as características da publicidade tradicional, o cenário dela no Brasil e quando (e por que) investir nela! 

O que é a publicidade tradicional?

Até o surgimento da internet e de meios virtuais, esse modelo de comunicação se chamava apenas publicidade. Por isso, quando se fala em publicidade tradicional, o foco está nos meios de divulgação e venda offline e nas técnicas corpo a corpo, isto é, em técnicas que não envolvem a internet.

Os meios de venda e divulgação offline são os mais antigos espaços em que uma empresa consegue alcançar seu público e comercializar seus produtos e serviços. Fazem parte deles jornais, revistas, rádio, televisão, cartões de visita, panfletos, outdoors, banners, brindes, participação em eventos, entre diversos outros.

Alguns desses meios são utilizados para promover as técnicas corpo a corpo, como os panfletos (utilizados na panfletagem comum, quando uma pessoa entrega um panfleto a outra) e materiais de PDV (ponto de venda), como banners, displays e totens.

Cada um desses meios e formatos funciona melhor em determinados contextos. Enquanto totens, por exemplo, estabelecem um primeiro contato forte com o cliente, apresentando visualmente o produto, os panfletos fornecem mais informações escritas para quem recebe o material.

Assim como as empresas fazem com a publicidade digital, qualquer profissional de marketing pode e deve mensurar a publicidade tradicional. Para isso, podemos utilizar, por exemplo, filtros de geolocalização, filtro de tráfego direto no Google Analytics e URLs específicas e QR Codes nos anúncios.

O cenário da publicidade tradicional

É nítido que tanto a publicidade tradicional quanto a digital têm seu espaço e importância para o comércio de modo geral. Em um país com dimensões continentais e diversas culturas, existem públicos para os mais diversos formatos de divulgação, incluindo os que parecem mais ultrapassados e obsoletos.

Para quem atua com Marketing Digital no Brasil, pode parecer que a publicidade tradicional já perdeu completamente seu espaço. Mas os dados indicam o contrário: a 20ª edição da Pesquisa Global de Entretenimento e Mídia, feita pela consultoria PwC, mostra que o modelo tradicional ocupa 70% da verba total de publicidade gasta no Brasil, mesmo que a publicidade digital esteja crescendo.

Globalmente, a publicidade digital já ultrapassa a tradicional e estima-se que o investimento das empresas no setor deve chegar a US$ 468 bilhões até 2023. A aplicação nos modelos de divulgação offline, por sua vez, se mantém relativamente estável mundialmente, subindo de US$ 332 para 333 bilhões.

Para entender as tendências da publicidade tradicional, é importante analisar os formatos mais escolhidos pelas empresas. O relatório “The State of Marketing Budget and Strategy 2022”, realizado pela empresa de consultoria Gartner, mostra a divisão de orçamento que os CMOs de Marketing fazem em canais offline:

  • Eventos: 18,8%
  • Patrocínio: 15,3%
  • Televisão: 14,0%
  • Parceria: 14,0%
  • Mala direta: 12,9%
  • Rádio: 12,5%
  • Publicidade externa (“out of home): 12,3%
  • Outros: 0,4%

Agora que você já conhece um pouco mais sobre a publicidade tradicional e seu cenário tanto no Brasil quanto no mundo, vamos ao próximo questionamento: em qual tipo de publicidade investir?

Publicidade Digital x Tradicional: em qual investir?

Essa é a pergunta de milhões! Assim como tudo que acontece no Marketing e na Publicidade, a resposta é: depende. Não há uma resposta absoluta, porque cada empresa, instituição ou até mesmo prestador de serviço pode se sair melhor com determinada estratégia.

Para definir uma ou mais ações de publicidade, é necessário desenvolver um planejamento estratégico que leve em consideração objetivo, orçamento, duração, público-alvo, entre outros fatores relacionados à campanha. Além, é claro, de entender qual canal é mais indicado para cada propósito. Abaixo, veja os principais benefícios de ambos os formatos.

Vantagens dos canais tradicionais

  • Potencialização do alcance: os meios offline permitem que você atinja os consumidores onde eles estiverem;
  • Mais alternativas de abordagem: a mídia offline fica visível para diferentes públicos em diversos espaços;
  • Eficiência em testes: determinados canais tradicionais são muito eficazes para testar novos produtos e/ou novos mercados;
  • Suporte ao Marketing Digital: a publicidade tradicional é um funil que potencializa as conversões online do seu negócio.

Vantagens dos canais digitais

Considerando o momento atual da Publicidade e do Marketing, além de todos os dados trazidos ao longo do texto, não há como nem por que deixar a publicidade digital de lado.

Isso porque ela oferece diversas vantagens e qualquer empresa pode usar seus mecanismos, especialmente as menores ou as que, por motivos diversos, não conseguem investir nos meios tradicionais. Veja abaixo os principais benefícios de investir no marketing e na publicidade digital:

  • Custo reduzido: ações de mídia tradicional costumam ser mais caras e trabalhosas de colocar no ar, enquanto as campanhas digitais podem ser colocadas no ar mesmo com pouco dinheiro;
  • Segmentação: na publicidade digital é possível separar seu público, definindo quem vai receber seu anúncio com base em localização, interesses ou outras características específicas;
  • Acompanhamento em tempo real: é possível acompanhar tudo que acontece em uma campanha digital, ajudando a aprimorar a estratégia;
  • Dinamismo: ao contrário do que acontece com a publicidade tradicional, as ações digitais são bastante dinâmicas e podem ser alteradas, ajustadas, removidas e colocadas no ar rapidamente, conferindo dinamismo à estratégia.

E então, a publicidade tradicional morreu?

Tendo todas essas informações em mente, retornamos com a pergunta inicial: a publicidade tradicional morreu? A resposta é clara: não. Ela vem dividindo espaço com a publicidade digital, que vem com força no Brasil e no mundo, mas ainda tem muita expressão e permite atualizações e novas estratégias, inclusive vinculadas aos meios digitais.

Além disso, é possível (e muitas vezes recomendado) equilibrar os investimentos em publicidade entre os formatos digitais e tradicionais. Dessa forma, os resultados não ficam restritos a uma única estratégia e conseguem chamar a atenção do público de diferentes maneiras.

Curtiu conhecer mais sobre a publicidade tradicional e o seu contexto nos dias de hoje? Esperamos que esse conteúdo tenha trazido ótimos insights para a sua atuação profissional! Deixe nos comentários qual estratégia de publicidade tradicional pode ser útil no seu trabalho com Marketing!

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